segunda-feira, 7 de novembro de 2011


Compras coletivas na velocidade 5!

Em tempos de sites de compras coletivas uma parcela bem maior da sociedade agora faz depilação a laser, liponatural, vão a pousadas em penedo e até arriscam viagens internacionais para Buenos Aires, Orlando entre outros países e continentes afora! Que maravilha! As chamadas das promoções são bem “desafiadoras” e até mesmo ousadas: “Seja uma diva em Ipanema”, “Curso Vip de sensualidade”, “Faça as pazes com o seu cabelo no Méier”......Mas vocês perceberam que às vezes clicar em “comprar oferta” é mais forte que a gente? E que as vezes aquela escova London não ficou tão boa quanto áquela escovinha que você fazia antes do advento do site de compras coletivas? Por isso temos que ser críticos e saber quando e o quê comprar nessas ofertas aparentemente imperdíveis! Nosso mundo anda tão acelerado, nós estamos sendo privados de pensar a favor de nós mesmos!!! Já perceberam isso? Tadinho de quem não segue o ritmo ditado pela nossa sociedade,como dizem os funkeiros, é o pente na velocidade 5! O excesso de informação nos inunda e não deixa espaço para reflexão, pra fazermos algo para nós, ler um bom livro, fazer uma boa comida, ouvir uma boa música, cuidar da casa, fazer planos e colocá-los em prática, ou até mesmo tempo para não fazer nada.Uma vez fui assistir a um filme português, num desses festivais de cinema, pois bem, o filme tinha um ritmo totalmente diferente do ritmo dos nossos queridos filmes americanos, então pra quem não tá acostumado, ou melhor, para quem tá só acostumado com filmes tipo“Velozes e Furiosos”, “Mais velozes e mais furiosos” no sentido amplo do títuloe do sentido, dormia fácil no cinema, digo isso porque a minha amiga que me acompanhava e que nem é tão restrita a filmes americanos, tirou uma bela soneca durante o filme. Agora quer saber por que isso aconteceu? Essa é fácil, por causa do ritmo do filme, as coisas aconteciam de forma vagarosa, de forma que não éramos enxurrados por cenas seguidas de cenas, de forma que não há tempo nem para piscar, refletir então, só em casa se conseguir lembrar de tudo. Não era assim, o filme nos dava tempo para pensar e quem sabe refletir durante a exibição das cenas, até porque tinha tempo para isso, os diálogos eram lentos, haviam pausas, haviam cenas onde eram exibidas paisagens tipo “momento de reflexão” ou para os mais acelerados “momentos de soneca” pois para nossa lógica dominante, filme é pra distrair e para nos incendiar de informações,imagens e sons. E não era o que acontecia nesse filme...não vou negar, em alguns momentos senti um certo tédio, mas ao mesmo tempo algo me prendia àquele filme pois era muito diferente de tudo que eu estava acostumada e o mais provocativo para mim foi o final, pois não nos sugere uma “moral da história”,a conclusão que cada um irá desenvolver sobre o filme é altamente subjetiva porque o final a primeira vista é vago e foi justamente isso que me intrigou e m efez ficar pensando durante semanas sobre...Não consegui “fechar” a moral dahistória, mas o que eu consegui perceber é que a intenção do filme é justamente essa, não trazer algo fechado, algo pronto, uma lição, uma moral, mas sim nos fazer pensar e refletir.Pode até ser que os filme amricnóides com os quais nos deparamos no dia-a-dia nos façam refletir de forma profunda, se você consegue isso, se sinta especial, você tem um olhar diferenciado e grande sensibilidade, pois esteja certo, não é intenção dos filmes velozes e furiosos (assim como várias outras coisas que nos rodeia) provocar uma reflexão profunda, muito pelo contrário a intenção é nos inserir nesse ritmo louco do qual eu iniciei meu texto falando.Esse caso do filme foi para exemplifica resse contexto de aceleração do qual fazemos parte e para mostrar que a partirdo momento que percebemos essa lógica temos ferramentas para optar por outros caminhos possíveis!! O filme português que se difere dos outros filmes é um exemplo de possibilidade de existência de algo diferente do comum, seja um filme português você também! Rs, brincadeira, mas a idéia é essa, fazemos parte dessa massa de pessoas que sustenta sites de compras coletivas por exemplo, e eu pessoalmente não sou contra esses sites, mas me preocupa um pouco a forma como as pessoas estão encarando as ínumeras ofertas que são oferecidas a cada dia, vocês já contaram o número de sites de compras coletivas que existem? Nem eu! São milhares e os produtos são dos mais variados desde salgadinhos para sua festa até carro 0km. Diante de tantas ofertas temos que parar para pensar! Não é porque fazemos parte dessa massa que não podemos ser diferentes um dos outros e perceber outras possibilidades, basta "sair" dessa enxurrada de informações, sair desse ritmo para conseguir perceber isso, não somos meros receptores de informações, somos seres pensantes, questionadores, transformadores e criadores!

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Boa tarde!! Gostaria de falar um pouco sobre o trabalho que faço com idosos no HESFA (Hospital Escola São Francisco de Assis da UFRJ). Trabalho no Projeto Teatro, Saúde e Cidadania com Pessoas Idosas, sendo facilitadora de oficinas de teatro e psicodramaturgia. Está sendo uma experiência ótima pois lá tenho autonomia para planejar as oficinas, elaborar e conduzir as atividades, é muito bom. Estou buscando parcerias para expandir esse trabalho!

Um pouco sobre a oficina....

A Oficina Teatro, Saúde e Cidadania com Pessoas Idosas está inserida no Programa de Assistência Integral à Pessoa Idosa do Hospital Escola São Francisco de Assis e é realizada a partir de referenciais teóricos de estudiosos do teatro (Charles Dullin), do psicodrama (Moreno) e da psicodramaturgia (Infante e Reis) os quais desenvolveram técnicas para a promoção da saúde através do processo de comunicação intra e interpessoal. A improvisação como uma das principais técnicas dos jogos teatrais visa o desenvolvimento de características pertencentes ao ser humano que favoreçam o autoconhecimento tais como a criatividade e a espontaneidade. Dullin (1946), famoso teatrólogo francês, afirmara que a improvisação é um método de ensinar a teoria e a prática do jogo dramático e favorecer o desenvolvimento da personalidade do indivíduo obrigando-o a descobrir seus próprios meios de expressão. Reis (2008) assegura que a improvisação permite a exploração das potencialidades do indivíduo e o fluir de sua espontaneidade que vai se cristalizar. O projeto tem como objetivo valorizar a pessoa idosa e sua história de vida, oportunizando o aprendizado através de jogos teatrais, dramatizações e outras formas de teatralização do cotidiano, considerando a aprendizagem como processo ativo, assim como aguçar a cognição e os sentidos, despertando as capacidades criativas do idoso. A oficina é realizada semanalmente com 12 idosos de faixa etária entre 60 e 85 anos. Nesta oficina são realizados exercícios de respiração e visualização, jogos dramáticos de improvisação, elaboração de estórias e dramatização. Resultados Preliminares: Tem-se observado a grande aceitação da Oficina, assim como, a obtenção de relatos positivos em relação às técnicas de relaxamento (respiração e visualização) por parte dos idosos. Constatamos que os jogos teatrais se constituíram como bons canais de comunicação interpessoal e expressão, assim como as atividades de elaboração e dramatização de estórias têm demonstrado serem bons artifícios para o desenvolvimento da criatividade, a liberação da espontaneidade e para a reflexão a respeito dos fatos cotidianos e modificação da percepção do si mesmo e dos acontecimentos da sociedade. A participação dos idosos nas atividades de psicodramaturgia possibilitou uma maior comunicação interpessoal e possibilidades de expressão dos sentimentos entre eles. Além disso, as atividades feitas na oficina auxiliam na tomada de consciência do idoso permitindo que adotem uma postura de responsabilização dos fatos os tornando ativos na resolução de problemas, sendo possível desta forma, atingir melhores níveis de qualidade de vida.

Profissionais que trabalham nessa área ou possuem interesse entrem em contato para troca de informações. Planejo fazer esse tipo de atividade em clínicas e asilos e estou em busca de parcerias!

Chris

terça-feira, 7 de setembro de 2010


Gostaria de deixar uma mensagem hoje: Por mais que seja irresistível ir pelos caminhos mais curtos ou mais óbvios, é muito importante pensar no que realmente queremos de nossas vidas, muitas vezes o que queremos é o óbvio mesmo, porque não? mas quando sentimos que queremos algo que não está ali, dado ou explorado, aí temos que batalhar e resistir às ofertas, aos atalhos. O caminho mais longo e complicado pode ser cansativo, mas NAO DESISTA. Siga seu coração, faça aquilo que você ama, aquilo que faz você levantar entusiasmado, aquilo que te encanta, isso sim, é o que há de mais recompensador!
O brilho nos olhos das pessoas com quem trabalho, as palavras, as expressões, o sentimento...tudo isso, me faz ter certeza que tá valendo muito a pena e que é isso que eu quero pra minha vida. Não é fácil ser psicóloga, trabalhar com clínica, principalmente no ínicio quando precisamos ainda nos estabelecer e que ainda nao somos reconhecidos (pelos outros profissionais) mas está sendo mágico e sei que vou conquistar o meu espaço dando o melhor que tenho para oferecer!

sábado, 24 de julho de 2010


O Furacão

A menina era legal mas achava que tinha poucos amigos, tinha namorado mas se sentia muito sozinha, era inteligente mas se sentia insignificante.

Tinha muita história, já tinha passado por muitas coisas, mas não contava pra ninguém, gostava de escrever, gostava de ler, mas guardava esse gosto pra alguns poucos momentos de sua vida.

Gostava de poesia, às vezes até arriscava frases em algumas linhas, mas ficavam bem guardadas em seu caderninho e até esquecidas porque nunca mais eram lidas. Gostava de Teatro também, mas não achava que dava em futuro nenhum, que não era muito útil.

Quando era adolescente tinha um sonho de ser escritora, mas o tempo foi passando e foi esquecendo esse sonho porque tinha muitas coisas para fazer, tinha que atender às exigências da modernidade do corrido dia-a-dia da capital. Ah, sim, ela tinha um sonho de morar numa cidade pequena e esse sonho foi ficando cada vez mais distante, tão distante quanto à cidadezinha onde gostaria de morar.

Grande parte de seus sonhos e suas preferências foram sendo deixadas de lado e foi buscar coisas que estavam mais visíveis, coisas que faziam parte do fluxo de seu dia-a-dia.

Enfim, não era uma pessoa muito feliz, não era realizada. Certa época, percebeu que as coisas não estavam fluindo em sua vida, que não estavam dando muito certo, e sentia também que faltava vontade e alegria nas coisas que fazia, até fazia algumas coisas que gostava, mas essas coisas não faziam parte do seu dia a dia eram situações esporádicas, fazia como algum lazer, algum hobbie, algo que não deve e não pode ser feito sempre. E daí surge uma pergunta, e porque não adaptar coisas que gostamos com o que devemos fazer? Ou melhor, porque separar obrigação de coisas que gostamos?

Ela na maior parte da sua vida estava fazendo coisas praticamente impostas, sim, impostas, fazia muitas coisas na vida, que por serem tão normais não percebia que eram coisas impostas, coisas que não gostava, pois da mesma forma que esquecia do que gostava, esquecia também do que não gostava.

Certo dia, quando não era tão nova, mas também não tão velha, resolveu prestar atenção em coisas que gostava mas que foram sendo apagadas da sua vida aos poucos. Resolveu tomar iniciativa, resolveu ressuscitar essas coisas e torná-las mais vivas do que nunca! Foi um processo difícil, mas satisfatório, foi preciso correr contra o fluxo do seu dia-a-dia e inovar, criar situações que eram aliadas às suas preferências.

Ela percebeu que era possível adaptar muitas situações do seu dia-a-dia às suas preferências, ou melhor, que era possível levar em consideração os sentimentos dela, era possível levar-se mais a sério, seus sonhos não eram utópicos. Mas para isso era necessário se impor, transformar e não apenas aceitar coisas e ser transformada.

Ela passou a dar valor a todas as experiências de sua vida, TODAS, pois somos o que vivemos, e de toda e qualquer situação podemos aproveitar algo.

Percebeu que para mudar o rumo da sua vida foi preciso haver uma sucessão de “coisas erradas”, somente assim, ela conseguiu ter uma reflexão sobre os acontecimentos de sua vida de uma forma ampla. Ela tinha uma característica muito boa, quando se sentia muito mal, ou quando acontecia algo de ruim, ela sentia uma enorme vontade de melhorar, de sair daquela situação de dar uma reviravolta, como se viesse um furacão levasse tudo, bagunçasse tudo. Mas naquilo tudo que ele levou tinham tanto coisas boas como ruins, ela perdeu coisas, mas ganhou coisas também, a ação do furação, que inicialmente pareceu ser uma desordem total, posteriormente pôde ser comparada a uma “limpeza”, sim, o furação permitiu que ela enxergasse coisas que antes não conseguia enxergar, levou coisas boas mas coisas ruins também e trouxe novas possibilidades.

Com tudo isso, ela com ou sem namorado não se sentia mais sozinha. Ela era legal e tinha poucos, mas bons amigos, ela passou a escrever textos e mais textos, sem a intenção de serem ótimos, mas pelo prazer de escrever, ela passou a compartilhar muitas coisas da sua vida com outras pessoas. Ela viu que o teatro era muito mais que o futuro, fazia parte do seu presente e enriquecia muito sua vida, ela passou a ter outro olhar sobre a ARTE e passou a ter um certo preconceito em relação a palavra útil. Ela não se achava mais insignificante, muito pelo contrário, percebeu que fazia muitas coisas importantes e que podia aprender muito ainda. Viu que a vida pode ser muito boa mesmo com todos os furacões. Ela nunca mais esqueceu de si mesma.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009



Asta



Hoje vou falar de uma rede que gosto muito e tenho o prazer de participar dela, é a Asta: Uma rede de venda direta que reúne pequenos produtores de artesanato, moda e decoração do estado do Rio de Janeiro, na maioria das vezes esses produtores fazem parte de cooperativas e Ongs que visam o desenvolvimento social e econômico local.
O mais interessante é o objetivo do projeto: criar oportunidades para os moradores de comunidades do estado do rio através da venda de produtos confeccionados pelas cooperativas e incentivar o consumo consciente, já que todos os produtos são feitos de materiais descartados.
Na minha opinião a rede asta é um mix, de criatividade, cultura,cidadania,bom gosto e traz como resultado desenvolvimento e beleza!
Quem se interessar em ver os produtos é só me falar deixando um comentário ou enviando e-mail, que eu mando o catálogo pra dar uma olhada, fazendo os pedidos diretamente comigo não paga frete.
Se preferir pode entrar no site http://www.redeasta.com.br/, lá tem os produtos e o catálogo disponível, também da pra fazer o pedido por lá!
Oláa,

Bem, apareci aqui hoje para divulgar um evento que sinceramente eu nunca fui mas parece ser bem legal, é o “Arte em Laranjeiras e Cosme Velho”, que está em sua quarta edição e parece seguir os moldes de “Santa Teresa de portas abertas”, o evento começa amanhã (16/10) e vai até dia 25/10. Eu com certeza estarei lá! O site é esse:

http://www.arteemlaranjeirasecosmevelho.wordpress.com/